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Na ponta do lápis

Cada vez mais cedo, jovens brasileiros fazem planejamentos, poupam e iniciam os cálculos para a aquisição da tão sonhada casa própria

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postado em 22/05/2015 10:47 / atualizado em 22/05/2015 11:10
Juventude quase sempre foi uma palavra atrelada ao comportamento inconsequente. Ser jovem compreendia desprendimento e falta de planejamento. Mas essa ideia parece estar mudando. O jovem de hoje está mais disciplinado com o orçamento e se organiza cada vez mais cedo para investimentos de longo prazo. Um deles é a compra do imóvel.

Sem pressa para adquirir o imóvel, Gilberto estuda a melhor maneira de fazer render seu dinheiro - Roberto Ramos/DP/D.A Press Sem pressa para adquirir o imóvel, Gilberto estuda a melhor maneira de fazer render seu dinheiro
Gilberto Godoy se encaixa nesse perfil. Desde que se formou em medicina, faz planejamentos para investir na aquisição de sua casa própria. Aos 25 anos, já conserva uma boa poupança e estuda a dinâmica do mercado. “Como eu ainda moro com meus pais, não tenho pressa para comprar um apartamento. Mas já planejo para, no futuro, ter condições confortáveis para adquirir o meu imóvel”, conta. Gilberto vem analisando a melhor forma de fazer render o dinheiro poupado e, apesar dos reajustes atuais da economia, ainda considera a compra do imóvel uma boa estratégia. Para ter noção de como funciona o mercado, ele usa um aplicativo no celular que aponta o melhor cenário para investir. “Tudo tem que ser muito bem estudado”, aconselha.

A gerente de vendas da Imobiliária Eduardo Feitosa, Margareth Asfora, não se surpreende com essa nova dinâmica. Ela considera que o grande acesso à informação tem dado uma ampla noção de como funciona o mercado. “Hoje, os mais jovens já compreendem que o imóvel é uma fonte segura de investimento e que não será desvalorizado”, explica. Ela também reforça que o conjunto de facilidades do programa Minha Casa, Minha Vida aproxima os mais novos dos investimentos imobiliários. “Recebemos casais de 20 a 22 anos já pensando na casa própria”, conta.

De acordo com pesquisa realizada pela Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco (Ademi-PE), durante o Salão Imobiliário de Pernambuco, 36,9% da faixa etária predominante do público que visitou os estandes tinham entre 21 e 30 anos. Gildo Vilaça, vice-presidente da entidade, atribui este movimento a dois fatores: a facilidade de compra presente no mercado e a atenção do mercado a esta parcela da sociedade. “Apesar das atuais adversidades da economia, há, de fato, nos últimos anos uma evolução na facilidade para comprar um imóvel. Isso atinge o público jovem. E as empresas também têm elaborado produtos mais em sintonia com a demanda do público”, releva Vilaça, destacando que o imóvel, independentemente do tempo, continuará sendo um investimento seguro, além, claro, do eterno sonho da casa própria.

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