Economia

Mercado imobiliário diz estar blindado dos cortes do governo

Contigenciamento de R$ 69.9 bilhões atinge o programa Minha Casa, Minha Vida, mas as empresas que atuam no setor dizem que a tesourada não afeta o segmento

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postado em 28/05/2015 11:14 / atualizado em 28/05/2015 11:38

Setor aposta nas faixas de negociação que não dependem do auxílio do governo  - ANNACLARICE ALMEIDA/DP/ D.A. PRESS Setor aposta nas faixas de negociação que não dependem do auxílio do governo

Em busca de equilibrar as contas, o governo federal anunciou na última sexta-feira (22) um corte de R$ 69,9 bilhões no orçamento, um dos maiores registrados nos últimos vinte anos. A medida, que busca fechar o ano de 2015 no azul e recuperar a confiança de investidores, afetou o desempenho de diversos setores do mercado, inclusive o segmento imobiliário. O programa Minha Casa, Minha Vida, uma das principais vitrines do governo petista, sofreu um subtração de recursos na faixa de 40%. Apesar da luz amarela acesa, o mercado admite que, em Pernambuco, o desempenho positivo está mantido, em especial para as faixas de negociação que não dependem do auxílio do governo.

Gustavo Pinto Coelho, sócio-executivo da Nacional Empreendimentos, reconhece que o momento exige do mercado um cuidado redobrado, sobretudo pela intensidade das reformas no âmbito fiscal. No entanto, ele adverte, a faixa voltada para os financiamentos com recursos do FGTS estão salvaguardadas de qualquer turbulência. “Este segmento está mantido. O que precisamos consolidar é a confiança no mercado”, aponta o empresário.

Para André Callou, apesar do momento marcado por indefinições, o programa continua sendo muito relevante para a geração de empregos e garantia de moradia para muito brasileiros - Nando Chiappetta/DP/D.A Press. Para André Callou, apesar do momento marcado por indefinições, o programa continua sendo muito relevante para a geração de empregos e garantia de moradia para muito brasileiros
Para Mariana Wanderley, diretora-executiva da Pernambuco Construtora, o primeiro semestre foi movimentado para a economia. Uma das saídas apontadas pela empresária é apostar na diversidade. “A forma de encarar este novo momento no Brasil é apresentar novos caminhos para o público, pensar em alternativas, treinar as equipes para indicar as possibilidades do mercado”.

Refazendo os caminhos para 2015, a Moura Dubeux também demonstra tranquilidade. De acordo com Eduardo Moura, diretor de desenvolvimento imobiliário e responsável pela Vivex, braço da Moura voltado para o Minha Casa, Minha Vida, as medidas de contigenciamento não afetarão a atuação da construtora no segmento popular. “A Vivex não atua na faixa 1 e esta sim foi a mais atingida pelo corte”, explicou.

O presidente da  Associação das Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-PE), André Callou, reconhece que o programa Minha Casa, Minha Vida é importante para o desempenho social e econômico do país, mas lembra que, em virtude das últimas alterações, o impaco foi profundo, o que preocupa o mercado. “Hoje, o setor sofre com os atrasos no repasse e uma desatualização dos valores, o que impede uma maior velocidade no andamento das obras. Mas o programa continua sendo muito relevante para a geração de empregos e garantia de moradia para muitos brasileiros”, apontou Callou.

Tags: casa,

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