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Construtoras adotam estratégias diferentes para encontrar o terreno perfeito

Entenda os caminhos que as construtoras fazem para encontrar espaço nos bairros mais desejados pelos clientes e erguer seus empreendimentos

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postado em 06/08/2015 13:38 / atualizado em 07/08/2015 11:46

Algumas empresas elaboram primeiro o projeto para depois procurar o terreno ideal - Sarah Eeuterio/DP/D.A PRESS Algumas empresas elaboram primeiro o projeto para depois procurar o terreno ideal

As empresas do mercado imobiliário pernambucano reforçam há um bom tempo: Recife é uma cidade que sofre de escassez de terreno. Diante disso, o Diario consultou as principais construtoras e incorporadoras do estado para saber como elas buscam por espaço. As estratégias são diversas, que passam pela formação de um departamento específico para pesquisar terrenos até as parcerias com corretores e imobiliárias.

Prática muito comum entre quase todas as empresas, a parceria no setor é o ponto de partida para a idealização dos produtos. Os corretores percorrem as ruas da cidade em busca do terreno ideal para cada perfil de empreendimento. “Nós trabalhamos em sintonia com esses profissionais. São eles que estão bem informados sobre a situação de cada bairro. Mas, internamente, também temos o nosso monitoramento”, conta Breno Albuquerque, diretor de desenvolvimento imobiliário da LMA Empreendimentos.

Para reforçar a parceria com os corretores e imobiliárias, as empresas desenvolvem um planejamento próprio, com pesquisas de mercado, mapeamento de bairros e do público-alvo. Com esses dados, a escolha pelo espaço é mais precisa e objetiva. “Primeiro buscamos um terreno para depois, sim, pensar num empreendimento que se encaixe nas dimensões e parâmetros do espaço”. explica Breno.

A Vale do Ave tem uma postura diferente. Segundo João Carlos Costa, diretor comercial da empresa, a pesquisa pelos terrenos depende das características do prédio a ser construído naquela região. “Nós pensamos como será o produto e depois partimos para buscar um espaço”, explicou.

Esse processo dura, em média, um ano. Inicialmente, a empresa trabalha com uma equipe composta por arquitetos, engenheiros, advogados e, claro, os corretores. A primeira fase é o desenvolvimento do produto. Depois disso, a equipe analisa o mercado, estuda a localização e a possibilidade de público para aquela região. Feito isso, pode-se avançar para a fase de elaboração do desenho técnico dos empreendimentos, como quantidade de quartos, metragem e área de lazer. A última etapa é a aprovação dos documentos junto à prefeitura e orgãos fiscalizadores, para enfim iniciar o processo de venda e divulgação.

“É um trabalho que demanda muita pesquisa, debate e análise das informações sobre o mercado. Envolve informações comportamentais do público, restrições jurídicas e capacidade de expansão de cada bairro”, aponta Jorge Leitão, diretor comercial da Gran Marco. 

Tags: retrô

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