Economia

Desvalorização do m² no Recife beneficia negócios

Oportunidade é para quem deseja comprar ou trocar de imóvel. No entanto, ainda não é o momento para investidores

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postado em 21/01/2016 11:46 / atualizado em 18/03/2016 15:16
Bairro do Pina lidera o ranking dos locais mais caros para compra em Recife - Arthur de Souza/Esp.DP Bairro do Pina lidera o ranking dos locais mais caros para compra em Recife
De acordo com o índice da VivaReal, levantamento baseado em mais de 3 milhões de classificados, o metro quadrado do Recife desvalorizou 0,7% para venda durante 2015. O índice também mostra as cinco regiões mais caras da cidade para compra de imóveis novos. O bairro do Pina lidera o ranking (R$ 7.269/ m²), seguido por Jaqueira (R$ 7.164/m²), Boa Viagem (R$ 6.604/m²), Rosarinho (R$ 6.512/m²) e Casa Forte (R$ 6.446/m²). Os mais procurados são Boa Viagem, Madalena, Iputinga, Casa Amarela e Torre.

Segundo o vice-presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis, Petrus Mendonça, a queda do valor do m2 é um fenômeno nacional. "Devido às crises econômica e política, o setor imobiliário sofreu algumas baixas nos últimos meses. Em Pernambuco, a desaceleração de Suape e o aumento do número de empreendimentos no estado contribuíram para essa baixa", diz.

Entre os entrevistados, 51% apostam que os preços dos imóveis devem cair em 2016, enquanto 63% acham que vão conseguir melhor margem de negociação. “Dificilmente veremos quedas bruscas de preços em um curto período de tempo, pois as mudanças no mercado imobiliário são de longo prazo”, explica Lucas Vargas, vice-presidente do VivaReal.

Para Mendonça, o momento é bom para quem deseja trocar de moradia. "O mercado está propício para quem pensa em comprar para morar. No entanto, não é hora para quem deseja investir em busca de retorno financeiro”, alerta. Ele conta que alguns donos estão alugando seus imóveis, enquanto o mercado não se estabiliza. “Imóvel parado só dá prejuízo. Desse modo, quem não deseja vender abaixo do valor, é melhor alugar", orienta.

Ao analisar a oferta e a demanda de imóveis para venda, o índice mostrou desequilíbrio para preço e metragem. Enquanto 39% buscam por imóveis de até R$ 350 mil, a oferta não passa de 22%. Quando falamos em tamanho, 50% dos consumidores estão interessados em imóveis de até 100m2, mas apenas 46% dos imóveis disponíveis apresentam essa metragem.

Litoral Sul em alta
Mesmo com a crise, o Litoral Sul de Pernambuco não para de receber investimentos de alto padrão, sobretudo Porto de Galinhas. Forte no turismo, a região se destaca no setor imobiliário. Não querendo ficar de fora, a Ara Empreendimentos está erguendo o La Fleur Polinésia Residence e Resort, localizado em Muro Alto. Segundo o diretor de incorporação da empresa, Ricardo Lucena, o empreendimento chega para atender uma demanda que não está sofrendo com a crise econômica do país. "A alta do turismo nacional faz com que Porto de Galinhas se valorize cada vez mais. Investir no lugar está cada vez mais concorrido", comenta.

O médico Antonio Rygaard Júnior comprou recentemente um flat em Porto de Galinhas e garante que não sentiu a crise porque se programou antes. "Antes de comprar qualquer coisa, é importante fazer uma pesquisa de mercado. Foi o que fiz para adquirir este imóvel", conta o médico, que investiu no empreendimento não só para o lazer, mas também pensando a longo prazo em caso de revenda.

Tags: casa,

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