Mercado imobiliário

Quando o imóvel antigo é uma opção

Apartamentos mais velhos são maiores e mais em conta, mas necessitam de análise antes de assinar o contrato para evitar possíveis dores de cabeça

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Antigos podem ser um ótimo negócio se estiverem com tudo em ordem - Júlio Jacobina/DP Antigos podem ser um ótimo negócio se estiverem com tudo em ordem
Após o lançamento do filme pernambucano Aquarius, nome fictício do edifício Oceania, um residencial antigo na beira-mar de Boa Viagem, a discussão sobre a especulação imobiliária no estado ganhou mais fôlego. Se há um público cada vez mais interessado em empreendimentos novos e luxuosos, também há quem prefira morar em um imóvel mais antigo. E os motivos são desde o preço mais acessível, a localização e os espaços maiores, mas também pelo perfil mais vintage do morador.

No entanto, se está pensando em comprar uma casa ou apartamento usado, procure observar alguns cuidados e procedimentos básicos – que se tornam fundamentais nesta modalidade de aquisição.

O presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis de Pernambuco (Sindimóveis/ PE), Paulo Santos, aconselha que é bom levar especialistas de confiança para avaliar as condições do imóvel antes da compra. “Um dos erros é não fazer uma vistoria completa e descobrir que o imóvel tem uma série de problemas estruturais depois. Às vezes, os gastos com a reforma serão maiores do que a capacidade de pagamento do comprador”, avalia Santos.

Os fatores metragem e preço baixo levaram a advogada Renata Bastos, 28 anos, a comprar um imóvel de três décadas com 83 m2, na Avenida Conselheiro Aguiar. “Queria um apartamento grande, mas com um preço acessível. O prédio fica próximo à praia e atende às nossas necessidades. Um imóvel novo e de mesmo tamanho é muito mais caro. Completamente inviável”. A moradora lembra que não fez vistoria antes de assinar o contrato. “O negócio era tão bom e qualquer probleminha que aparecesse seria besteira. Então não foi preciso contar com isso”, explica.

Ao contrário de Renata, a administradora de empresas Natália Gonçalves, 42, está sendo bem criteriosa enquanto procura um apartamento usado para morar. “Olho se não tem rachaduras nas paredes, se a estrutura está boa, o tempo de construção e também tenho uma imobiliária de confiança para me ajudar”, afirma ela, que há seis meses busca uma nova morada.

Para o especialista em direito imobiliário, Rafael Accioly, antes de fechar o negócio, é importante analisar a situação do imóvel com relação a débitos e processos judiciais. “É necessário solicitar ao vendedor as certidões, como, por exemplo, ônus reais, certidão negativa, tributos imobiliários e a certidão negativa de ações trabalhistas”, orienta. O advogado também recomenda ler atentamente todo o contrato legal. “O documento deve ser redigido de forma clara e com caracteres legíveis”, recomenda o especialista. Entre os débitos vale checar desde taxas de condomínio e de Bombeiro ao IPTU.
 

Tags: casa,

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