Legislação

Com um gramado no teto do edifício

Construtoras se adequam à Lei do Telhado Verde, medida que estimula cuidados ambientais e inova a estética dos empreendimentos

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postado em 29/01/2015 12:14 / atualizado em 29/01/2015 12:38

As empresas da construção civil do Recife já se adequam às recomendações da lei municipal 18.112/2015, conhecida como Lei do Telhado Verde. Para o mercado, a regulamentação estabelece critérios que vão além da ação ambiental e fortalecem a inovação estética das edificações recifenses.


Lei é obrigatória para novas construções, mas antigas edificações podem se adequar - Blenda Souto Maior/DP/D.A Press. Lei é obrigatória para novas construções, mas antigas edificações podem se adequar
O projeto de lei estabelece que os residenciais com mais de quatro andares e empresariais com cobertura com mais de 400 metros de área devem apresentar o Telhado Verde, teto sustentável que reduz as ilhas de calor e serve como isolante térmico e acústico.

“Antes da lei, algumas construtoras já praticavam o que está previsto no projeto”, antecipou Catarina Durães, diretora da Eco Green Ideias Sustentáveis. Ela concorda que a medida estimulará uma cultura de mais sustentabilidade e responsabilidade ambiental. “Para as novas construções, a lei é obrigatória. Mas acredito que vai aumentar a procura de antigas edificações para se adequarem aos telhados verdes, principalmente porque hoje nós temos uma tecnologia que é bastante acessível”.

Exemplos
Habituada a incorporar elementos sustentáveis nas próprias construções, a Rio Ave foi uma das empresas pernambucanas que se anteciparam à lei e já instalaram a cobertura verde, a exemplo do empresarial Charles Darwin, que está sendo erguido na Ilha do Leite. “Nós colocamos a camada verde em cima do edifício garagem do empresarial. Além de fortalecer a questão ambiental, também é importante pelo aspecto estético. Quem está nos escritórios tem uma excelente vista de um jardim, e não a violência estética de um laje”, explicou Fabian Bezerra, gerente de projetos da construtora.

Para Elka Porciúncula, assessora técnica da Ademi -PE, a proposta é positiva e traz muitas vantagens para a cidade. No entanto, ela adverte, é necessário debater a aplicação desse projeto. “É preciso muito diálogo para que não haja choque de legislação com outras medidas sustentáveis, a exemplo da lei que estabelece a instalação de energia solar”.

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