Quando o novo sai mais em conta

Investir em imóveis antigos pode parecer barato, pelo preço desvalorizado. Mas muitas vezes as reformas necessárias não compensam a economia

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postado em 19/02/2015 13:19 / atualizado em 19/02/2015 13:29
Pesquisar é um dos pré-requisitos fundamentais para quem vai investir na casa própria. É preciso ficar atento a diversos fatores que atuam sobre o novo lar, como a idade do empreedimento, os custos do financimento, a localização e o histórico da construtora. Nesse percurso, principalmente para os marinheiros de primeira viagem, surgem inúmeras dúvidas sobre qual o melhor tipo de investimento: se um imóvel ainda na planta, um seminovo ou se vale a pena apostar em unidades mais antigas. A resposta vai depender da necessidade e da expectativa de cada cliente.

Prédios antigos necessitam de adaptações, diz Regueira.  - Prédios antigos necessitam de adaptações, diz Regueira.
No entanto, ao contrário do que possa parecer, nem sempre um imóvel mais antigo sai, de fato, mais barato. De acordo com Sérgio Miranda, diretor-presidente da imobiliária que leva o seu nome, a vantagem de morar em um edifício tradicional é poder usufruir de uma infraestrutura ampla, diferentemente do que vem sendo oferecido hoje no mercado, mas isso requer uma série de cuidados. “É preciso conversar com o síndico e se informar dos detalhes do prédio. Conferir as últimas reformas, averiguar o estágio da estrutura”, disse.

“Um empreendimento acima de 20 anos oferece os padrões da época em que foi construído. Essa é uma das desvantagens de adquirir um imóvel antigo, porque ele não está atualizado com as necessidades contemporâneas”, alertou Ricardo Regueira, gerente de vendas da Eduardo Feitosa, que dá exemplos dos eventuais ajustes necessários para adequar o apartamento. “Eles não possuem estrutura para receber um ar-condicionado mais moderno e as tomadas não são atualizadas. Tudo isso tem um certo custo. E pode sair bem caro”, explicou.

Para quem está paquerando um empreendimento recém-construído, vai precisar lidar com apartamentos cada vez menores. O diagnóstico de Regueira é que as unidades de hoje são pensadas para as familias com rotinas intensas fora de casa. “O morador vai perceber que há um maior investimento nos espaços de convivência, como a varanda e a área de lazer”, justificou. Segundo Miranda, a vantagem é que o empreendimento não sofre impacto no valor. “Não muda o preço em relação ao imóvel na planta e ele está com a estrutura atualizada”, contou.

De acordo com os analistas, o investimento mais seguro ainda é a compra na planta, mas isso quando o negócio é feito com uma empresa confiável. É possível acompanhar o desenvolvimento da estrutura, os itens estarão em boas condições de uso e há minuciosa política de financiamento. “A única desvantagem de comprar um imóvel na planta é o tempo da obra, que afeta basicamente quem tem pressa. Mas tem uma maior facilidade para o pagamento e existe a natural valorização do empreendimento depois que ele é entregue”. Então, antes de sair com a lupa em busca do melhor imóvel, é bom sondar qual a sua real necessidade e ficar atento aos mínimos detalhes da negociação.

Tags: construção

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