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Burocracia trava os lançamentos

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postado em 06/02/2014 12:36 Diario de Pernambuco
O Recife tem o metro quadrado mais caro do Nordeste e é o quinto no país em valorização do mercado imobiliário. E, ao contrário do que muitos consumidores pensam, os preços não devem despencar em 2015. O cenário poderia ser diferente, não fosse a burocracia dos órgãos públicos. Além dos investimentos estruturais no estado e a facilitação de crédito, a falta de agilidade da Prefeitura do Recife na aprovação dos projetos trava o fluxo dos lançamentos, reduzindo a oferta e elevando os preços.

Pelos dados recentes da FipeZap, o valor médio do metro quadrado no país subiu 0,8% em janeiro, enquanto na capital pernambucana o índice foi maior: 1%, chegando a R$ 5.623. A alta acumulada nos últimos 12 meses na cidade é de 14,70%. De acordo com André Rocha, que assumiu ontem a presidência da Rede Imóveis, junto com Rodrigo Avellar, na vice-presidência, os entraves na prefeitura são grandes. “Os trâmites para a aprovação dos projetos ainda são lentos e de muita burocracia. Se houvesse uma única plataforma para se resolver tudo, ao invés de precisarmos consultar uma série de setores, o problema seria solucionado”, sugeriu.

Para se ter uma ideia, ainda segundo Rocha, o registro de um empreendimento, desde a permuta do terreno até a aprovação do projeto, leva entre 12 e 18 meses, quando o prazo normal seria de quatro a seis meses. “É matemática. Se o número de clientes é maior do que o que temos a apresentar no mercado, a tendência é, sim, de preços mais elevados”, explicou.

Tendência esta que pode se tornar um pouco menos dolorosa para quem busca a casa própria. Apesar da alta de preços no ano passado, o índice foi menor que o de 2012, quando a FipeZap apontou uma variação de 17,8% no Recife. “Mas isso não significa que os preços vão despencar”, revelou Rocha. Dados da Rede Imóveis mostram um crescimento de 20% ao ano em número de vendas. A expectativa é de permanecer com índices semelhantes devido aos investimentos que serão feitos na mídia. “Além disso, tem a questão dos incentivos do governo federal, trazendo empresas de grande porte para Suape e Goiana, aquecendo ainda mais o mercado”, disse.

De acordo com a Secretaria de Habitação do Recife, o trâmite dos processos pode levar tempo, porque varia de acordo com o tamanho da obra. Aquelas de grande impacto não ficam a cargo apenas da Secretaria de Controle Urbano, mas podem passar pela aprovação de diversas pastas, como a de Meio Ambiente. No entanto, a secretaria garante que a legislação está sendo revista para reduzir a burocracia.

Para o empresário Marcelo Wanderley, que deixou a presidência da Rede Imóveis, a facilidade de crédito também contribui para a elevação dos preços. “Enquanto há dois anos os bancos contavam com taxas acima de 10% ao ano, mais TR, hoje é possível obter financiamento com taxas a 8% e prazos de até 30 anos para pagar”, alegou.

Os preços podem não cair em 2015, mas podem ficar relativamente estáveis, na opinião de representantes do setor. A previsão é que até 2020 o mercado ainda esteja em alta. “Não da forma como há dois anos atrás, quando os preços estavam defasados e, após a valorização, alguns imóveis chegaram a dobrar de preço. Mas hoje esperamos uma alta de até 12% ao ano. Pode até haver uma estabilidade, após a Copa do Mundo, quando muitos investimentos deixam de acontecer na cidade. Mas em queda nós não acreditamos”, afirmou André Rocha.

Tags: investimento,

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