Aluguel desaquecido na Copa

Locação de imóveis durante o Mundial não ocorreu como o mercado esperava. Preço e concorrência foram decisivos na hora da escolha

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postado em 26/06/2014 09:33 / atualizado em 26/06/2014 09:37
Algumas unidades chegaram a triplicar de valor, assustando os estrangeiros - Algumas unidades chegaram a triplicar de valor, assustando os estrangeiros (RICARDO FERNANDES/DP/D.A PRESS - 28/12/07)	
Algumas unidades chegaram a triplicar de valor, assustando os estrangeiros
Os diversos anúncios de aluguel de imóveis para a temporada da Copa do Mundo, divulgados através da internet e de imobiliárias, tiveram pouca adesão e a expectativa de lucro que muitos tinham com a locação de residenciais não foi das melhores. O mercado imobiliário pernambucano esperava para os dois meses do Mundial um aumento de 60% a 70%, mas apenas 20% despertaram o interesse dos que vieram para o evento.

Para o diretor de relações institucionais do Sindicato de Habitação de Pernambuco (Secovi-PE), Luciano Novaes, que também é diretor da Âncora Imobiliária, a concorrência com outras formas de estadia pesou na escolha."Por oferecerem mais mobilidade, os hotéis e navios tornaram-se preferência dos visitantes, como foi o caso dos mexicanos, causando uma queda grande nas locações", afirma.

O presidente da Rede Imóveis, André Rocha, aponta que o insucesso também pode ser justificado por grande parte dos ingressos dos jogos da Arena Pernambuco ter sido adquirida por torcedores locais. "Pode não ter sido maioria, mas muitos pernambucanos estão acompanhando os jogos", pontua. "Inclusive os hotéis não tiveram tanta procura", completa.

Os altos preços cobrados também foi um item agravante. O presidente Sidimóveis, Paulo Jorge dos Santos, explica que a supervalorização dos empreendimentos não é algo aconselhável. "Algumas pessoas chegaram a triplicar o valor do imóvel e isso, obviamente, assustou os visitantes que preferiram dizer não ao aluguel. Para se ter uma noção, as imobiliárias ainda têm uma boa quantidade de imóveis para locar, e aposto que isso não será diferente na internet", diz.

Mercado

No entanto, mesmo sendo um ano bastante atípico, com a Copa do Mundo e eleições, os imóveis para longa temporada, cobiçados por famílias, continuam na normalidade prevista para o ano. Segundo Novaes, junho já atingiu o dobro das locações ocorridas em maio, mês considerado muito 'frio' pelo mercado. "Talvez pelos feriados e dias facultativos, esse mês tem sido melhor que o passado, quando esperávamos a vinda dos interessados para estadia temporária por conta da Copa".

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